sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mal de Bournour... e a opção de educador.


Muito cuidado com o 'mal de Bornour!Mas alunos que de 7° e 8° ano que não sabem ler/escrever e muito menos escrever é culpa de uma outra coisa denominada: sistema de ensino e, cabem a eles se revoltarem, pois não deve ser fácil ter estudado tanto e não saber ler/escrever. Agora filmes/lazeres também não ajudam muito não, ou melhor; não ajudam em nada pois o que se pensa fazer construtivismo está na verdade pregando destrutivismo do aluno e dos que estão a sua frente para tal aprendizado.
Num primeiro momento e superficialmente falando a minha visão permanece, mas também sei que há esse 'lado negro' que os profissionais da educação vivenciam e , mais infelizmente ainda, com pouco tempo de profissão. Num país onde o ESTADO nega sua responsabilidade de cidadania e aborta os pais os limites obrigatórios pra a educação, não há muito o que se esperar para nossos futuros adultos.
Concordo plenamente no que diz respeito a repetência, essa que também deveria ser REPENSADA, pois um aluno não precisa fazer todas as disciplinas se repetiu apenas em uma, embora que a palta da discussão é ser alfabetizado ou não. Acredito sim, que para o aluno ter direito a um primeiro ano, deva já estar alfabetizado sim, pois não há nada que fazer se isso não ocorre.
Quando eu cito o 'mal de bornour,não é o que você está vivendo; mas principalmente para que você não o tenha. Entendo muito a revolta de cada um, sou solidário a esse sentimento sim, quando os prejudicados somos todos nós: educadores - que pagaram uma faculdade para se ingressar naquilo que mais acreditavam, nos alunos que mesmo aprendendo ainda são vítimas de uma sistema caólito e primitivo para com uma expectativa com êxito e, ainda naqueles que não aprendem seja por qualquer motivo for.
Desejando sucesso nessa carreira maravilhosa optamos,
@dwarfney
Ney Melo

7 comentários:

Poemado disse...

Com certeza, é muito cômodo e conveniênte ao Estado manter o sistema educacional da maneira que está; sem desenvolver o senso crítico dos alunos, apenas docilizando os corpos, como diz michel Foucault, no livro "Vigiar e Punir".

Gostei do Post. E que nós, professores agucemos o nosso senso crítico. Há de nascer de nós a Revolução.

Renato Marques disse...

Errata: Faltou uma vírgula no meu comentário, depois de professores, na antepenúltima linha
(risos).

Abraços, Ney. Parabéns!

denise disse...

Diante de tal circustância, cabe a n'os Educadores pensar em que tipo de cidadão pretendemos formar...
Gostei muito do artigo meu amigão Ney...
bjks
Denise

Alê Reichemback disse...

Minha primeira leitura desta postagem foi o que poderíamos chamar de "leitura dinâmica", entendi completamente diferente seu ponto de vista.

Pelo MSN vi que concordamos com muita coisa que referente a educação, mas devo ressaltar aqui algo que eu disse lá:

Acredito que todo governo é reflexo de seu povo. Não acho que todos os brasileiros são vítmas de suas más escolhas,

Mercedes Surart disse...

Grande amigo Ney,
Quando olhamos à nossa volta há tanto que fazer e nos sentimos tão frágeis e pequenos, mas por outro ângulo temos ainda uma esperança: fazer parte disso tudo. Agora é o momento, exatamente no dia 3 de Outubro poderemos escolher novamente quem melhor poderá nos representar e juntos, família e sociedade certamente alcançaremos bom êxito.

MAZÉ disse...

É, só quem está lecionando sabe o que você quer dizer! Fácil se isentar, ficar de fora, como o ESTADO está fazendo! Claro é muito cômodo jogar culpa no professor e no aluno, mas assumir suas responsabilidades, é difícil, não é ESTADO DE SÃO PAULO!???

MAZÉ disse...

ainda continuo com amesma opinião.....rsrsrsr